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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Roteiro de Leituras de Novembro - Primeira Paragem: António Feijó


O primeiro dos quatro clássicos a integrar o roteiro de leituras de novembro foi o poeta limiano António Feijó, o patrono do nosso agrupamento. 
A entrega do Primeiro Grande Prémio de Poesia António Feijó, uma iniciativa da Associação Portuguesa de Escritores, da Fundação Caixa Agrícola e do Município de Ponte de Lima teve lugar no passado dia 4 de novembro, no Auditório Rio Lima, em Ponte de Lima. 
O Prémio foi atribuído ao poeta Armando da Silva Carvalho, pela sua obra A Sombra do Mar
Das várias intervenções dos parceiros envolvidos, destacamos a homenagem prestada ao premiado, pelo Doutor Cândido Oliveira Martins, um dos grandes mestres da obra de António Feijó.  
A merecer, de igual modo, destaque, o momento de declamação de poesia de António Feijó, pelos nossos alunos, que se revelaram verdadeiros entusiastas da obra deste grande Poeta Limiano.

Os alunos "declamadores" do 3º CEB da EB23 António Feijó
 que fizeram História neste dia, com a leitura dos poemas:
 "Ideal", "O Amor e o tempo", "Aforística" e "Canção de Outono".

No átrio do auditório esteve patente uma exposição fotográfica sobre a vida de António Feijó,
gentileza do Sr. Amândio Vieira.


Na biblioteca da Escola Sede poderás continuar as leituras deste grandioso POETA .
 Continuamos viagem... marcamos encontro na próxima paragem.


terça-feira, 31 de maio de 2016

No dia do nosso Patrono a escola está em festa!

A 1 de junho celebramos o nascimento do poeta limiano António Feijó.
É um dia muito especial para toda a comunidade educativa.
E a biblioteca não poderia alhear-se desta efeméride...

Em jeito de comemoração, preparamos uma exposição fotográfica com alguns originais que retratam momentos importantes da vida e da obra do autor.


O ambiente sente-se logo à entrada...



...dando vontade de espreitar os segredos deste "recanto quase íntimo",



A professora Margarida Luciano, a grande impulsionadora desta causa, não se poupa a esforços junto dos seus alunos: conhecer António Feijó é obrigação de todo o aluno desta escola!


Alguns alunos do Clube de Leitura também puderam "desvendar"alguns segredos da vida desta poeta.



E até os alunos do 4º ano da EB da Ribeira, que visitaram hoje a escola, foram uns privilegiados. Conheceram o patrono ainda antes do diretor!

Amanhã as comemorações conhecerão o seu ponto alto, tal como consta do programa previamente divulgado.



segunda-feira, 2 de junho de 2014

Homenagem a António Feijó, patrono do nosso agrupamento



"A nossa identidade limiana fica incompleta se não conhecermos António Feijó".
  
Aspeto da Exposição patente na Biblioteca da EB23

Foi com estas palavras que o Doutor Cândido Martins encerrou um dos momentos altos deste dia de comemorações. Através de uma comunicação muito simples, acompanhada da leitura de breves excertos de poemas de Feijó,algumas turmas do 3º CEB  puderam conhecer aspetos diversos da vida e da obra deste grande poeta limiano. Destacam-se António Feijó no contexto da Literatura Portuguesa, a variedade temática e a nostalgia da terra natal, na sua obra, e a importância da leitura de António Feijó, hoje. Pretextos mais do que suficientes para (re)ler a obra do nosso Patrono.


Recitação de poesia de António Feijó
Palestra "António Feijó, um Poeta da Ribeira Lima"




quarta-feira, 28 de maio de 2014

Poesia de António Feijó - Saias

No âmbito do "Todos a Ler", no dia em que homenageamos o nosso Patrono, oferecemos a leitura deste poema de António Feijó.

SAIAS
 
Amei-te de saias curtas,
No tempo em que eras menina;
Do quintal por entre as murtas,
Da praia na areia fina.

Depois, de saias compridas,
No tempo das ilusões...
Que beijos às escondidas!
Que valsas pelos salões!

Mais tarde, as saias estreitas,
Amei-te de travadinha...
Ó curvas mais que perfeitas!
Sinuosidade da linha!

Depois — a mim não te furtas!
Amei-te, passados anos,
Outra vez de saias curtas,
Mas com as botas de canos!

Já vês... que importam as saias?
A minha alma é sempre tua,
Tua, mesmo que tu saias
Nua, ou de calças, à rua!

Nua, sim! nua ou de calças!
Sedas e enfeites, que são?
Como as botas que tu calças,
Acessórios na paixão!

A essência é a chama erradia
Que o teu olhar acendeu,
E em mim fixou, certo dia
Que se encontrou com o meu...

Chama a tremer tão distante,
Tão longe, na Mocidade,
Como uma estrelinha errante
No céu da minha saudade.

António Feijó, POESIAS COMPLETAS,
Ed. Caixotim, s/l, 2004